RELATOS: MC Caverinha fala sobre seu álbum de estreia e nova fase da carreira

MC Caverinha conquistou o público aos 11 anos com suas rimas sobre moda e ostentação, sendo aclamado como um fenômeno na música devido à sua pouca idade e muito talento. Considerado o “Príncipe do Trap”, o jovem artista surpreende ao lançar seu primeiro disco, intitulado “Relatos”, cinco anos depois. Neste trabalho, ele adota uma temática completamente diferente, abordando o amor e suas nuances.

O álbum “Relatos” conta com a colaboração de grandes nomes da cena musical. Entre os artistas e produtores que contribuíram estão MC Cabelinho, Kayblack, Pedro Lotto, Baco Exu do Blues, MC Ryan SP, Toledo, Yunk Vino, entre outros. Com essa equipe de peso, MC Caverinha constrói um universo rico em que fala sobre amor, relacionamentos e amadurecimento.

A equipe da Flagra teve a oportunidade de conversar com MC Caverinha, que compartilhou detalhes sobre o processo criativo, a temática do álbum e essa nova fase de sua carreira.


Antes de tudo, parabéns pelo lançamento do seu primeiro álbum, “Relatos”! Como foi a jornada de criar esse projeto,  tanto na composição quanto na produção, e o que ele representa para você neste novo momento da sua carreira? 

R: Foi algo que eu já vinha planejando há anos. Já estava tudo construído na minha cabeça, exatamente como eu queria. Então, eu fui trabalhando, indo aos estúdios, criando os beats. Durante o processo, eu pensei: ‘Isso aqui só vai sair quando estiver exatamente como está na minha cabeça’. Com isso, fui fazendo os ajustes, até ficar do jeito que eu queria. Para mim, as pessoas tinham que ouvir e admirar com ele saindo exatamente da forma que planejei. A ideia do álbum veio de um garoto adolescente, que conta sobre sua relação amorosa. Acho que poucas pessoas já ouviram algo assim de um garoto de 16 anos.

“Relatos” é um álbum que traz diversas colaborações com grandes nomes da música brasileira, como Baco Exu do Blues, Cabelinho e WIU. Como você escolheu os artistas com quem faria parcerias?


R: Eu queria entrar no mundo de cada um deles, entender o que eles estavam sentindo. Para isso, eu invadi o mundo do Cabelinho, invadi o mundo do Kayblack, e fui tocando nos sentimentos amorosos deles para trazer todos para o meu mundo. Eu tinha que fazer com que eles entrassem no meu universo. Para isso, escolhi os artistas cuidadosamente, pensando: ‘Esse aqui combina com essa faixa, aquele com outra’. Depois que decidi quais estariam no álbum,  fui lá, entrei no mundo de cada um, sem medo, e saiu esse projeto maravilhoso.

Você estourou ainda bem jovem , junto com o início da ascensão do Trap no Brasil. Entretanto, agora mais maduro e mais convicto de sua arte, é visível que isso se reflete nas suas composições. A temática é diferente, assim como a melodia, os beats e até a parte visual. Como foi esse processo de adaptação a uma nova fase de sua carreira?

R: Foi um processo muito natural que rolou ao longo dos anos. Quando eu era molequinho, eu cantava sobre coisas que eu queria alcançar, tipo, uma roupa legal, uma casa para a minha mãe, um barco bacana, colchões para os meus irmãos poderem deitar confortavelmente, entende? Agora, me sinto confortável em expressar meus sentimentos para vocês, o que estou sentindo agora e é isso que eu conto em “Relatos”.

Como dito antes, as composições se destacam pelos versos românticos. Quem não te conhece, pode até mesmo se espantar com a qualidade do projeto vindo de um adolescente de 16 anos. De que forma suas próprias vivências e experiências influenciaram as letras das músicas?

R: Relatos foi uma parada sobre o que eu vivi nesses últimos anos, sabe? Meus relacionamentos amorosos, minhas questões pessoais, entende? Eu traduzi tudo isso através do meu disco. Vão lá conferir.

Você conquistou um grande reconhecimento ainda muito jovem, sendo aclamado como o “Príncipe do Trap” e recebendo o título da Forbes Under 30. Como você lida com essa pressão e expectativas agora que está lançando seu primeiro álbum?


R: Eu sempre acreditei em mim. Esses bagulhos aí nunca me afetaram, por mais que isso aconteça desde novinho. Não vai ser agora, mais maduro e focado, que vou deixar me antigirem. Deus tá lá na frente e já me mostrou o caminho. Agora só preciso ir para cima! 

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